No grandes concursos publicitários quando colocados perante a criatividade dos outros, e pese embora o facto de contar-mos com a ajuda dos colegas brasileiros o que ninguém tem que saber, sacamos sempre uns leõezinhos de ouro ou prata. Somos um país de criativos.
Pena é que esse dom lusitano de improvisar e dar vida às ideias não se faça sentir no mercado suíço com a força das grandes campanhas publicitárias; se há alguns anos um alto responsável politico dizia ser este um mercado secundário, para nós não pode ser;logicamente não é. O esforço para contrariar tal afirmação é todo nosso.
Enquanto consumidores dos produtos nacionais, tanto em Portugal como no país de acolhimento, não somos exigentes, sem qualquer pretensa para generalizar a realidade é esta: o preço primeiro e a seguir a qualidade dos sabores… a apresentação vem muito depois, está colocada num relativo segundo plano, infelizmente; por culpa própria muitos estabelecimentos prescindem inconscientemente do mercado hélvètico.
Convidamos a visitar o nosso país mas ignoramos o convite natural para entrar no estabelecimento e descobrir…
E, é aqui que surge o grande dilema que produtos aconselhar a um cliente nacional que mesmo sem convite entra e que curioso dos nossos sabores quer provar… com embalagens, às vezes mesmo sem embalagem e apresentação à nossa medida….simples…pouco convidativas para a tentação de experimentar.
É necessário fazer mais pelos nossos sabores. Os outros certamente que não são mais criativos que nós, na Itália ou Espanha, não haverá mais génios que em Portugal, mas há um bom gosto, um orgulho indiscutivelmente comprovado na divulgação dos produtos nacionais.
Nós responsáveis temos que tomar consciência desta realidade se das empresas exportadoras se espera um cuidado maior na promoção da imagem de Portugal, apostando mais no design das embalagens, usando a tal criatividade que está provado existir, nas nossas mãos enquanto empresas de comercialização de produtos nacionais concentra-se a responsabilidade de cativar o cliente nativo…e dele dependemos nós… e o nosso país.
Bem Hajam